Dr. Inga Thieme, Antropóloga/Anthropologin USP

(Deutsche Übersetzung folgt unten)

O mito da Montanha da Mantiquera apresenta aspectos que vale a pena enfatizar um pouco:

Temos aí em primeiro lugar a paixão: uma linda menina indígena está loucamente apaixonada pelo  Sol, o  grande “Guerreiro do Cocar de Fogo” e este  retribui esta paixão de forma igualmente exagerada: para a moça se banhar em sua luz o tempo todo, envia-lhe – e a toda a terra –  seus raios luminosos dia e noite. O excesso de radiação solar faz com que toda a vida na terra sofre e até  se apaga.  Mas isto não os incomoda. Estão esquecidos do resto do mundo e não se importam que as plantas sequem e os animais e os homens morram de sede.  Somente veem a si mesmos, sem escrúpulos, sem piedade.

Num segundo momento entra o ciúme.

Entra a Lua como antiga namorada do Sol. Neste caso, e talvez só neste,  o ciúme é algo positivo porque acaba com uma relação  exagerada, egoísta .

O término definitivo desta relação vem de Tupã – Deus todo poderoso da tempestade e trovão. Ele ergue uma muralha entre os apaixonados

E agora a paixão se transforma em sofrimento. A moça inicia um choro tremendo e são as lágrimas desta moça que, excessivas, viraram  nascentes que brotam da montanha até hoje,  trazendo vida e prosperidade para toda a região.
Moral da estória: a paixão excessiva de uma moça causou o sofrimento excessivo de todos os seres vivos e o sofrimento excessivo  da mesma pessoa causou a abundância e bem- estar para todos, ou seja:

A felicidade de uma pessoa = a  infelicidade de todos os seres vivos
A infelicidade de uma  pessoa =  a felicidade de todos os seres vivos.

Conclusão com respeito à  moça: foi o excesso de paixão que levou à felicidade como à tristeza. O mito sugere então temperança?

Mas para a ecologia esta paixão teve num segundo momento (na tristeza da moça) um resultado positivo.

Leia a Lenda

 

Deutsche Übersetzung

In der Legende befinden sich interessante Aspekte, die es lohnt, sich etwas näher zu betrachten:

Da geht es zunächst einmal um die Leidenschaft: eine hübsche unge Indianerin entbrennt in leidenschaftlicher Liebe zur Sonne, dem großen Krieger mit dem Feuer-Helmbusch und dieser wiederum erwiedert diese Leidenschaft in gleich großer, überbordender Form.  Damit sich das Mädchen immerzu in seinem Licht baden kann, schickt er – und damit der ganzen Erde – seine hellen Strahlen, tagsüber wie auch in der Nacht.

Die allzu intensive Strahlung des Sonnenlichtes bewirkt jedoch, daß das Leben auf der ganzen Erde leidet und nach und nach erlöscht.  Die beiden vergessen sich und denken nicht mehr an die Welt. Sie denken nicht daran, daß die Pflanzen vertrocknen, die Tiere und dann auch die Menschen sterben, weil die beiden nur sich selbst sehen, ohne Skrupel und ohne Mitleid.

In einer zweiten Aussage kommt die Eifersucht ins Spiel.

Die Mondfrau, die alte Geliebte des Sonnenjünglings greift ein – und in diesem Eifersuchtsdrama spielt diese eine positive Rolle, da sie dieser gefährlichen und egoistischen Beziehung ein Ende setzt.

Es ist Tupã, der Allmächtige Gott des Blitzes und des Donners, der dieser Beziehung endgültig Einhalt gebietet, in dem er eine Mauer zwischen den Liebenden errichtet.

Und von nun an verwandelt sich die Leidenschaft in Leid.  Das Mädchen beginnt zu weinen und dieser herzergreifende Tränenfluß hört nicht auf. Bis heute sprießen Quellen aus dem Gebirge und bringen Leben und Fruchtbarkeit für die gesamte Region.

Die Lehre aus dieser Geschichte:  überbordende Leidenschaft des Mädchens erzeugte übergroßes Leiden für alle Lebewesen auf Erden und überbordendes Leiden derselben Person brachte reichhaltige Fruchtbarkeit und Wohlergehen für alle hervor.

Das Glück einer Person = das Unglück für alle Lebewesen.
Das Unglück einer Person = das Glück für alle Lebewesen

Fazit:  Der Exzess der Leidenschaft brachte dem  Mädchen Glück wie auch Traurigkeit.  Der Mythos empfiehlt infolgedessen Zügel und Beherrschung.
Für den ökologischen Aspekt jedoch brachte dieser Exzess der Gefühle nur positive Ergebnisse

Zur Legende

 

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